sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Meu Alentejo ao inicio da noite

18.27h - 19 de Janeiro de 2012

Deixei de ver a lua grande como uma bola de futebol, pálida a oeste por volta das 7.45h. É noite escura e fria agora. São 18.22h venho na volta e torno-te a ver à minha frente a este. Está a nascer. Grande e novamente pálida.
O meu Alentejo está agora habitado. Há luzes nas casas, calor humano nas ruas. Homens às portas das tascas aquecem-se nesta noite fria, antes de voltarem para as suas mulheres, para os seus filhos, para os seus lares. Pelas janelas vê-se as mulheres na cozinha tratando da janta. O reunir da família. E a minha? Só eu e a Isabel. E tu lá em cima, lua alentejana, que tudo vês, acompanhas-me no meu caminho. Dizes-me onde está a minha terra.
O meu Alentejo à  noite é mais bonito do que durante o dia.
Veêm-se as sombras das azinheiras. Aqui e ali uma luz de um monte. Sente-se vida.
Sinto que não estou sozinha. A lua vai à minha frente a olhar para mim, ao alcance da mão.
Pois logo ali onde ela está, onde ela toca a terra está a cidade no vale rodeada de serras como um dia o poeta escreveu. A cidade onde nasci. O meu lar, a minha segurança.

Sem comentários:

Enviar um comentário